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PT critica decisão do TSE sobre pesquisa Atlas e Flávio Bolsonaro não comenta


Da redação

O Tribunal Superior Eleitoral suspendeu, na segunda-feira (8), a pesquisa Atlas/Bloomberg após pedido de Flávio Bolsonaro em 19 de maio. O levantamento, divulgado no mesmo mês, foi considerado negativo para o senador e provocou reações divergentes entre setores da esquerda e da direita. A decisão tem gerado debates sobre o papel do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques.

Lideranças do PT apontaram preocupação com a medida. Segundo Pedro Uczai (PT-SC), Flávio Bolsonaro passa por “profundo desgaste” desde que pediu dinheiro ao ex-dono do Banco Master para o filme “Dark Horse”. O deputado afirmou que “quando não consegue ganhar na mensagem, ataca o mensageiro”, ao comentar a suspensão.

Lindbergh Farias (PT-RJ) avaliou que o senador “deu um tiro no pé” ao acionar o TSE, pois reavivou o tema do vazamento do áudio. Apesar de ser indicado por Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal, Kassio Nunes Marques também preside o TSE, aumentando o alerta na cúpula petista sobre possíveis decisões favoráveis ao PL em futuras situações.

Flávio Bolsonaro repercutiu a decisão nas redes sociais afirmando: “TSE suspende pesquisa que induzia respostas contra Flávio Bolsonaro”. No entanto, o partido optou por não divulgar novas manifestações públicas sobre o tema. Carlos Jordy (PL-RJ) foi um dos poucos parlamentares bolsonaristas a comentar, classificando a pesquisa como fake.

Interlocutores do PT consideram a decisão “invasiva” quanto ao método do levantamento da Atlas, e destacam que, na avaliação do partido, as justificativas para a suspensão não se sustentam. Apesar do incômodo nos bastidores, a orientação petista é não confrontar Nunes Marques, visando evitar atritos em um período pré-eleitoral.

A pesquisa Atlas, encomendada pela Bloomberg e realizada entre 13 e 18 de maio, ouviu 5.032 pessoas utilizando o método Atlas RDR. Segundo a empresa, o áudio mencionado foi apresentado só ao final do questionário, sem alterar as respostas já dadas. O levantamento mostrou Flávio Bolsonaro seis pontos atrás de Lula no segundo turno.