Da redação
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem sinalizado a possibilidade de adiar para depois das eleições a votação da Proposta de Emenda à Constituição que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1. Executivos do setor produtivo tomaram conhecimento da movimentação nos últimos dias em Brasília.
Segundo três empresários consultados, Alcolumbre teria adotado tom conciliador na semana passada ao mencionar que o texto pode ser analisado pelas comissões do Congresso antes de ir ao plenário. Essa declaração gerou expectativa positiva em parte do setor empresarial, que acompanha de perto o tema.
Entidades representantes do setor produtivo afirmam que a mudança na escala de trabalho traria impactos consideráveis nos custos das empresas. Para elas, a manutenção do atual modelo é estratégica para a sustentabilidade das operações em diversos segmentos da economia brasileira.
Apesar do novo cenário, empresários aguardam definições mais concretas. Conforme apurado, a deliberação sobre a tramitação da PEC pode ocorrer durante reunião entre líderes do Senado, marcada por Davi Alcolumbre, prevista para esta terça-feira, 9.
O presidente do Senado ainda não confirmou formalmente o adiamento da votação, mas as sinalizações têm sido suficientes para acalmar o setor produtivo. O tema segue gerando debates tanto entre parlamentares quanto em entidades empresariais, que monitoram o andamento da proposta.
A proposta de emenda à Constituição, conhecida como PEC do 6×1, altera o regime de dias trabalhados e folgas previstos pela legislação. O atual modelo estabelece seis dias de trabalho seguidos por um de descanso, prática comum em diversos setores da economia.





