Da redação
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou nesta quinta-feira (11) da cerimônia de premiação do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação, realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O evento reconhece iniciativas jornalísticas que atuam na defesa dos direitos humanos, meio ambiente, povos indígenas e comunidades tradicionais.
Criado para preservar a memória do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 no Vale do Javari, o concurso busca dar visibilidade à luta pela proteção de comunicadores e defensores socioambientais. Os dois, segundo organizadores, tornaram-se símbolos da necessidade de segurança nesses segmentos.
Durante a solenidade, Wellington Lima destacou os avanços estabelecidos pelo Estado brasileiro no fortalecimento da proteção a jornalistas e defensores dos direitos humanos. Ele enfatizou o papel do concurso como um “dever de memória”, ressaltando que ambos devem ser lembrados pelo seu legado, não apenas pela tragédia que os vitimou.
O ministro também apontou a importância da colaboração entre governo e sociedade civil para responder às demandas da área. Mencionou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, responsável por subsidiar o Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra esses profissionais.
Ao final de seu discurso, Wellington reforçou a prioridade na responsabilização de autores de crimes contra defensores de direitos humanos e comunicadores. Segundo ele, as investigações e processos judiciais devem transcorrer com “seriedade, atenção e rigor” compatíveis com a gravidade das ocorrências relatadas.
O concurso lançado em março recebeu 912 inscrições de todas as regiões do país e distribuiu R$ 300 mil em prêmios. Foram reconhecidas iniciativas em seis categorias, com valores que variam de R$ 5 mil a R$ 30 mil para os três melhores trabalhos por categoria, envolvendo ampla rede de entidades apoiadoras e ministérios.





