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Prefeitura de Limeira processará governo federal por omissão em ponte onde mulher morreu


Da redação

A Prefeitura de Limeira anunciou neste sábado (13) que processará o Governo Federal por suposta omissão em relação à Ponte do Esqueleto, localizada na divisa com Cordeirópolis, interior de São Paulo. A iniciativa ocorre após a morte de uma mulher durante atividade de “rope jump” nesta manhã, por ausência de equipamento de segurança.

Em nota assinada pelo prefeito Murilo Félix (Podemos), a administração informou que já vinha tomando medidas administrativas e cobrando providências da União desde o ano passado, além de defender o controle de acesso ao local. “A tragédia […] torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão”, declarou o município.

A ponte, situada em área rural próxima à rodovia dos Bandeirantes, foi construída há décadas para uma ferrovia nunca implantada. A estrutura pertenceu à extinta Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) e está em processo de integração ao patrimônio da União. O local é frequentemente utilizado para saltos, com histórico de acidentes.

Segundo relatos, em 2024, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos chegou a solicitar à prefeitura o bloqueio de acesso à ponte e a sinalização de perigo, após a morte de uma ciclista. Após algum tempo, as atividades no local foram retomadas. Acidentes similares já haviam ocorrido, incluindo ferimentos em ao menos duas pessoas no ano passado.

De acordo com a Polícia Militar, informações preliminares indicam que os instrutores não teriam fixado corretamente o equipamento de segurança na vítima, que sofreu politraumatismo. Seis pessoas foram conduzidas ao distrito policial, sendo que três permanecem detidas. Imagens mostram que a mulher teria sido lançada sem estar presa a uma corda.

Dados apresentados em audiência pública indicaram que a Ponte do Esqueleto recebe aproximadamente 500 visitantes por mês. Em 2025, o processo de incorporação dos 15,5 mil bens da antiga RFFSA à Superintendência do Patrimônio da União de São Paulo continuava em andamento, com cerca de 2.500 imóveis ainda pendentes.