Da redação
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que o principal entrave na crise do BRB ocorreu por conta do cenário eleitoral em 2024. Segundo ela, as dificuldades no saneamento do banco se agravaram porque o governo federal só avançou nas negociações após a judicialização da questão.
De acordo com Celina Leão, o governo federal criou obstáculos políticos para o processo de reestruturação do BRB. Segundo a governadora, houve avanços somente quando o tema passou a ser discutido judicialmente, permitindo a retomada das tratativas para tentar solucionar a situação da instituição financeira.
A governadora informou ter tentado por diversas vezes se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas relatou não ter sido recebida. Celina disse ainda que as informações sobre a gravidade do problema chegaram de maneira limitada, o que, segundo ela, contribuiu para o atraso na resolução da crise.
Celina Leão declarou estar afastada do ex-governador Ibaneis Rocha e confirmou o rompimento com Paulo Henrique Costa, presidente afastado do BRB, atualmente preso. Segundo Celina, Costa tinha intenção de disputar o governo do Distrito Federal, circunstância que gerou tensões internas.
Segundo a governadora, a judicialização do tema foi determinante para abrir espaço às negociações e possibilitar avanços em relação ao banco, que é apontado como um dos focos do escândalo conhecido como Master. Ela destacou que a limitação nas informações também prejudicou o andamento das decisões.
O Banco de Brasília (BRB) ocupa posição central em discussões políticas e judiciais recentes no Distrito Federal, movimentando decisões que envolvem governo local e federal. Paulo Henrique Costa, que presidia a instituição, está preso e é investigado no âmbito do escândalo Master.





