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Greve de funcionários da TV e Rádio Justiça paralisa transmissões jornalísticas ao vivo


Da redação

Profissionais da TV e Rádio Justiça, administradas pela Fundac, iniciaram greve nesta segunda-feira, 15, em Brasília. O movimento reivindica o pagamento de salários atrasados, tíquete-alimentação e despachos não realizados do Fundo de Garantia (FGTS), além de verbas rescisórias, segundo informações do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal.

A paralisação afeta principalmente o conteúdo jornalístico das emissoras públicas vinculadas ao STF. Desde o início da manhã, a TV passou a exibir reprises e não transmitiu sua programação original, que normalmente supera 13 horas diárias no ar, incluindo eventos como a cerimônia do Anuário da Justiça.

O sindicato afirma que a adesão à greve é “histórica” e “abrangente”, mas não divulga números exatos de participantes. A direção sindical destaca que “nenhuma transmissão ao vivo tem condições de ir ao ar dada a extensão da mobilização”, mantendo dúvidas sobre eventuais impactos nas transmissões das sessões de julgamento do Supremo.

O STF informou estar preparado para garantir as transmissões dos julgamentos e afirmou que, mesmo com a paralisação, funcionários da Fundac em cargos de chefia que não aderiram à greve devem manter as votações no ar. A interrupção afeta telejornais diários, como o Justiça Agora das 8h, e o sindicato prevê que o mesmo ocorra em outras faixas do dia.

Recentemente, representantes da categoria se reuniram com o secretário de Orçamento, Finanças e Contratações do STF, que se comprometeu a efetuar pagamentos diretos aos terceirizados por posto, usando fundo contratual para casos de inadimplência. Contudo, profissionais por demanda não terão acesso imediato a esse mecanismo, e a lista de valores pendentes segue em apuração.

A Fundac possui cerca de 160 funcionários. Em 2024, outra paralisação já havia ocorrido após 20 dias de salários atrasados, levando à aplicação de multa à terceirizada. O encerramento do contrato com a Fundac está previsto para 31 de julho, e as negociações sobre os pagamentos continuam.