Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta segunda-feira (15), em Évian-les-Bains, na França, sua participação na 52ª cúpula do G7. O início da agenda foi marcado por uma reunião bilateral com o presidente francês, Emmanuel Macron, abordando cooperação em defesa e parcerias estratégicas.
Durante o encontro com Macron, foram discutidos temas como colaboração em defesa, o fortalecimento da Unitaid — iniciativa global de saúde com participação de Brasil e França —, e projetos de cooperação transfronteiriça entre a Guiana Francesa e o Amapá, além da possibilidade da França ser fornecedora de um supercomputador para o Brasil.
A pauta do supercomputador é considerada essencial para o governo brasileiro, sobretudo frente à crescente demanda por inteligência artificial. O Ministério da Gestão e Inovação e o Ministério da Ciência e Tecnologia devem lançar em breve uma licitação. Segundo interlocutores, aumentar a capacidade computacional é fundamental para fortalecer a soberania digital do país.
O tema da suspensão da carne brasileira pela União Europeia não foi tratado com Macron. Conforme fontes brasileiras, esse assunto é debatido diretamente junto a Bruxelas após o acordo Mercosul-União Europeia aprovado neste ano, que encerrou negociações individuais entre países do bloco.
A expectativa é que o assunto da carne esteja em destaque na reunião bilateral prevista para terça-feira (16) de Lula com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu. Costa, ao ser questionado nesta segunda-feira, afirmou que esse tema “é assunto da Comissão”.
Antes de Évian, Lula esteve em Genebra para reunião com Guy Parmelin, presidente da Confederação Suíça. O principal ponto foi o acordo Mercosul-EFTA, que será votado pelo parlamento suíço na quarta-feira (17). A EFTA reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, países fora da União Europeia.





