Da redação
A Polícia Federal executou nesta quinta-feira, 18, mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, e a pessoas próximas. A operação foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça no contexto de investigação sobre fraudes envolvendo o banco Master.
Segundo a PF, Jaques Wagner é investigado por suspeita de obter vantagens em troca de atuação no Congresso em favor do Master. Entre as supostas vantagens citadas estão um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões, repasses financeiros, uso de aviões e ingressos para show no exterior. O senador nega todas as acusações.
O líder do governo permanece na função após decisão do presidente Lula, mas conforme apurado, a operação gerou repercussão e especulações sobre possível impacto eleitoral. O governo teme reflexos negativos para a campanha, podendo forçar a saída de Wagner do cargo em função da pressão política.
Aliados do banqueiro Daniel Vorcaro tentaram aprovar a chamada “emenda Master” em uma PEC. No entanto, o relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM), declarou em nota que Jaques Wagner não atuou em favor da emenda. Petistas e aliados afirmam que a operação prova independência da PF no governo Lula.
No Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) negou, em discurso na terça-feira, 16, ter recebido US$ 30 milhões do Master. Ele afirmou que responsáveis pelas acusações devem ser responsabilizados, contando com apoio dos senadores Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e Jaques Wagner. A denúncia foi publicada pela revista Veja.
No cenário econômico, o Copom reduziu na quarta-feira, 17, a Selic em 0,25 ponto, para 14,25% ao ano, deixando em aberto uma nova queda em agosto. Já no G7, Lula e Donald Trump trocaram declarações públicas, com o presidente brasileiro rebatendo comentários sobre o país e repudiando interferências dos EUA nas eleições nacionais.





