Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira, 15, um acordo de paz com o Irã, após assinatura de memorando em conjunto com o vice-presidente J.D. Vance e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. A formalização do acordo está prevista para sexta, 19, na Suíça.
Apesar de representantes brasileiros considerarem a sinalização positiva, prevalece certo ceticismo na diplomacia do Brasil sobre a efetividade do tratado voltado ao fim da guerra no Oriente Médio. Segundo diplomatas, sucessivas idas e vindas nas negociações anteriores geram dúvidas em relação ao desfecho atual e ao cumprimento dos compromissos estabelecidos.
Uma das principais ressalvas levantadas pelo Brasil envolve a ausência de discussões sobre o programa nuclear iraniano, tema utilizado anteriormente pelos Estados Unidos como justificativa para ações militares contra o Irã. Em relação ao memorando, diplomatas destacaram como pontos positivos o cessar-fogo e a reabertura do estreito de Ormuz.
Líderes internacionais como António Guterres, secretário-geral da ONU, Emmanuel Macron, presidente da França, e Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, se manifestaram favoravelmente ao acordo. Até o início da tarde desta segunda-feira, nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem o Itamaraty haviam emitido posicionamento oficial sobre o anúncio.
Lula se encontra na França participando, como convidado, da cúpula do G7. Na segunda-feira, o presidente teve reuniões bilaterais com Guy Parmelin, da Suíça, e Emmanuel Macron. Lula também pretende encontrar Antonio Costa, presidente do Conselho Europeu, e manter diálogo com Abdel Fattah El-Sisi, presidente do Egito.
Apesar de não estar prevista reunião formal entre Lula e Trump durante o evento, membros do governo brasileiro indicam que pode ocorrer encontro informal. O Brasil não solicitou reunião devido às negociações já em andamento sobre tarifas americanas a exportações brasileiras. Nesta terça-feira, 16, Lula discursará defendendo multilateralismo e criticando gastos elevados com armamentos.





