Início Mundo FAO alerta para aumento dos riscos de doenças animais transfronteiriças no mundo

FAO alerta para aumento dos riscos de doenças animais transfronteiriças no mundo


Da redação

O aumento global da propagação de doenças animais transfronteiriças levou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) a alertar, nesta semana, para o risco crescente dessas ameaças, que pressionam os sistemas de prevenção e resposta dos países, segundo comunicado divulgado em Roma.

A FAO destaca doenças como gripe aviária, febre aftosa, peste suína africana e ameaças zoonóticas emergentes, incluindo hantavírus dos Andes, Ébola e vírus Nipah. Especialistas em saúde pública seguem preocupados com a possibilidade de algumas dessas doenças se disseminarem para humanos, elevando riscos sanitários globais.

O setor pecuário global, conforme dados da FAO, sustenta mais de um bilhão de meios de subsistência e contribui com bilhões de dólares anualmente para a economia. A agência enfatiza que proteger a saúde animal é fundamental para agricultores, segurança alimentar, comércio internacional e a estabilidade de comunidades rurais.

Segundo a FAO, a complexidade para combater essas doenças cresce devido ao aumento da circulação de animais, pessoas e produtos, alterações em sistemas de produção, pressões ambientais e desigualdade na capacidade de vigilância veterinária. Esses fatores dificultam as ações rápidas e eficazes necessárias para conter surtos.

Tiensin Thanawat, diretor-geral adjunto da FAO, frisou que os impactos dos surtos afetam não apenas a saúde dos animais. “Estes perturbam a produção agrícola, o comércio e o turismo, ameaçam os meios de subsistência, aumentam os riscos para a segurança alimentar e, em alguns casos, representam riscos diretos para a saúde humana”, afirmou o dirigente.

A FAO ressalta que as perdas econômicas causadas por essas doenças oscilam de milhões a bilhões de dólares anualmente, destacando a urgência em reforçar a vigilância e a cooperação internacional. Beth Bechdol, também diretora-geral adjunta da agência, afirma que “a prevenção e a preparação são mais eficazes e menos dispendiosas do que responder depois de um surto já ter se instalado”.