Da redação
O Dia Internacional das Remessas Familiares é celebrado nesta sexta-feira, 16 de junho, em todo o mundo. A data, promovida pela ONU desde 2018, tem como objetivo incentivar a cooperação entre governos e instituições financeiras para tornar o envio de remessas mais acessível e impulsionar o desenvolvimento em comunidades rurais.
A campanha deste ano recebe apoio do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Ifad) e da Presidência francesa do G7. O foco principal está no fortalecimento das regiões rurais, fomento ao empreendedorismo e geração de empregos, atuando como importante motor de estabilidade econômica local.
Remessas internacionais garantem uma renda complementar básica a milhões de famílias e são consideradas essenciais para a segurança alimentar e a nutrição global. Em 2022, migrantes enviaram US$ 653 bilhões de volta aos seus países de origem, beneficiando mais de 1 bilhão de familiares ao redor do mundo, segundo dados do Ifad.
Deste total, o Ifad estima que US$ 22 bilhões foram investidos diretamente em sistemas agroalimentares das comunidades receptoras. Para cerca de 80 países, as remessas internacionais representam mais de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), consolidando-se como pilar econômico estratégico.
A tecnologia digital transformou o setor de remessas: atualmente, metade das transações globais já ocorre por meio de canais digitais, reduzindo custos e facilitando o acesso desses recursos pelas famílias destinatárias. Essa inovação contribui para a desburocratização do processo e amplia o impacto econômico das remessas.
O Ifad destaca ainda a ligação entre o fluxo financeiro das remessas e a dinâmica migratória de gênero, com 91 milhões de mulheres vivendo e trabalhando fora de seus países em regiões menos desenvolvidas. A data também ressalta como a inclusão digital e financeira pode ajudar famílias migrantes a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.





