Da redação
Danilo, lateral da Seleção Brasileira, concedeu entrevista nesta terça-feira, 4, no centro de treinamentos da equipe, às vésperas do confronto contra o Haiti pela segunda rodada da Copa do Mundo. O jogador comentou o empate com Marrocos, defendeu Endrick e avaliou os desafios da equipe sob comando de Carlo Ancelotti.
Após o empate na estreia, Danilo destacou o momento de pressão vivido pela equipe, que busca resposta imediata após atuação considerada abaixo das expectativas. O lateral analisou a importância de manter o equilíbrio emocional, especialmente diante da ansiedade gerada por constantes trocas no comando técnico nos últimos anos.
Durante a coletiva, Danilo saiu em defesa de Endrick, que não foi utilizado na partida contra Marrocos. “Endrick é uma joia rara do futebol brasileiro. Queremos que ele tenha o maior protagonismo. No último jogo não entrou por decisão do Mister, mas vai ser importante”, afirmou, incentivando o atacante a manter a tranquilidade.
O jogador também reconheceu que Argentina e França possuem atualmente uma maturidade coletiva superior à do Brasil. Para Danilo, a Seleção deve buscar mecanismos alternativos de jogo para competir com as equipes favoritas. “Talvez tenhamos que usar outros mecanismos. Isso também é maturidade”, ressaltou.
Ainda sobre a estreia, Danilo comentou a necessidade de controlar a ansiedade e destacou a postura do grupo no segundo tempo contra Marrocos. “A primeira coisa foi trazer calma no vestiário. Muitas vezes correr menos não quer dizer menos entrega, mas mais calma”, relatou o lateral ao descrever a reação da equipe durante a partida.
Além do campo, o jogador elogiou a atual organização nos bastidores da CBF. Segundo Danilo, o planejamento desenvolvido pela entidade garante mais tranquilidade ao elenco. Ele acredita que a continuidade desse trabalho será fundamental para a construção de uma identidade sólida na Seleção Brasileira ao longo dos próximos ciclos.





