Da redação
O senador Jaques Wagner (PT-BA) negou nesta segunda-feira ter cobrado propina do Banco Master, após ser alvo de operação da Polícia Federal ocorrida no domingo, 17, em Brasília. O parlamentar também declarou que seu contato com o banqueiro Daniel Vorcaro “é praticamente zero” e afirmou não ter cometido irregularidades.
Wagner detalhou, em entrevista à BandNews, que nunca recebeu dinheiro do Banco Master ou de Augusto Lima, ex-sócio do banco. “Do ponto de vista do dinheiro, eu estou absolutamente tranquilo. Nunca recebi dinheiro de ninguém, muito menos do Master ou do Augusto Lima,” declarou o senador, acrescentando que está “absolutamente à vontade”.
O senador afirmou que, em relação a um imóvel em Salvador mencionado pela Polícia Federal como possível propina, tratava-se de uma tentativa de obter um apartamento para ajudar a filha. “Como o Guga, o Augusto Lima, é um investidor, eu disse a ele: ‘Você pode comprar? Depois eu vou recomprar, porque o apartamento está em construção’”, explicou Wagner.
Sobre sua relação com o dono do Banco Master, Wagner negou proximidade com Daniel Vorcaro, ressaltando ter se encontrado com o banqueiro apenas duas vezes. O primeiro encontro ocorreu quando Lima apresentou Vorcaro como seu sócio e o segundo quando Wagner indicou, a pedido de Lima, o nome de Ricardo Lewandowski, ex-ministro do STF, para a área jurídica do banco.
Wagner comentou ainda o dinheiro apreendido em seus endereços, afirmando que realizou diversas viagens ao exterior desde 2019 e recebeu “aproximadamente US$ 70 mil” em diárias. Além disso, afirmou ter comprado dólares e euros do Banco do Brasil para viagens, dizendo “Não tenho nenhuma coisa para esconder”.
A operação da Polícia Federal teve impacto entre pré-candidatos da oposição. Em São Paulo, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o PT, dizendo que o partido “acaba de ser implodido”. Romeu Zema (Novo) afirmou que o escândalo tem origem na Bahia, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) declarou que Lula “vai sair bem fragilizado”.





