Da redação
O Governo de Goiás lançou na última quinta-feira, 18 de junho, a Política Estadual Goiás Todo Rosa durante a 5ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite, formalizando a adesão dos municípios à iniciativa. O objetivo é fortalecer a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do câncer de mama em todas as regiões do estado.
A política, criada em 2023, marcou Goiás como pioneiro no país ao oferecer exames genéticos para detecção de câncer de mama e ovário pelo SUS. Agora, com apoio do Instituto Natura e suporte técnico do Instituto Protea, o estado amplia e institucionaliza uma linha de cuidado integrada desde a Atenção Primária até os serviços especializados.
O secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos, ressaltou que Goiás se consolidou como referência nacional ao transformar ciência em política pública. Ele afirmou: “Estamos estruturando uma rede integrada, que começa na Atenção Primária e garante diagnóstico precoce, tratamento oportuno e acompanhamento qualificado”. Santos destacou a importância da pactuação com os municípios para alcançar todas as mulheres goianas.
Entre as ações previstas pelo Goiás Todo Rosa estão o fortalecimento da Atenção Primária, ampliação da oferta de mamografias, capacitação permanente dos profissionais de saúde, campanhas de conscientização e o monitoramento contínuo dos indicadores assistenciais. Há foco especial na redução da mortalidade por câncer de mama.
A subsecretária de Políticas e Ações em Saúde da SES-GO, Amanda Melo, enfatizou que a iniciativa amplia o acesso, qualifica os fluxos assistenciais e reduz desigualdades. Para Maria Slemenson, do Instituto Natura Brasil, a experiência goiana pode servir de modelo nacional, já que, conforme declarou, “o câncer de mama é o tipo que mais mata mulheres no país, embora tenha até 95% de chance de cura quando diagnosticado precocemente”.
Desde sua implementação, o programa realizou 911 exames genéticos até maio de 2026, dos quais 113 detectaram alterações associadas ao risco de câncer de mama e ovário. O exame é iniciado na Atenção Primária e encaminhado para análise no Centro de Genética Humana da UFG, permitindo acompanhamento individualizado das pacientes pelo SUS.





