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Operação mira grupo suspeito de movimentar toneladas de drogas e acumular patrimônio milionário

Por Alex Blau Blau

Investigação aponta esquema interestadual de tráfico e lavagem de dinheiro com imóveis, veículos de luxo e uso de empresas de fachada

Uma operação realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou parte de uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico interestadual de entorpecentes e na ocultação de recursos obtidos de forma ilícita. As investigações indicam que o grupo teria movimentado pelo menos oito toneladas de drogas entre o Distrito Federal e outros estados brasileiros.

A ação mobilizou equipes em diferentes regiões e resultou no cumprimento de mandados de prisão, buscas e apreensões, além do bloqueio de bens considerados estratégicos para a investigação. As apurações são resultado de um trabalho iniciado há cerca de três anos e que revelou uma estrutura organizada voltada à distribuição de drogas e à lavagem de dinheiro.

Segundo os investigadores, o esquema contava com integrantes responsáveis pela intermediação do transporte dos entorpecentes, além de operadores encarregados do armazenamento, fracionamento e distribuição final das cargas. A atuação abrangia rotas que ligavam o Distrito Federal a estados como Goiás e Mato Grosso do Sul.

As investigações apontam Fernando Pereira de Lima, conhecido como Xarope, como uma das principais lideranças da organização. De acordo com a Polícia Civil, ele utilizava identidades falsas e mudava constantemente de localização para dificultar sua captura. Embora não tenha sido alvo da operação desta etapa, permanece com mandado de prisão em aberto e pode ser incluído em mecanismos internacionais de localização de foragidos.

Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi o padrão de vida mantido pelos suspeitos. Durante a apuração foram identificados imóveis de alto valor, veículos de luxo e embarcações utilizados pelo grupo. As autoridades afirmam que o patrimônio encontrado não é compatível com a renda oficialmente declarada pelos investigados.

Entre os bens localizados estão sete imóveis avaliados em aproximadamente cinco milhões de reais, além de automóveis de elevado valor comercial. A suspeita é de que parte desse patrimônio tenha sido adquirida por meio de empresas de fachada, utilização de terceiros e movimentações financeiras destinadas a ocultar a origem dos recursos.

A Polícia Civil também apura transferências de valores para contas de familiares e outras estratégias utilizadas para dificultar o rastreamento do dinheiro obtido com as atividades criminosas.

Os envolvidos poderão responder por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de capitais. Somadas, as penas previstas para esses crimes podem ultrapassar quatro décadas de reclusão.

As investigações continuam e as autoridades trabalham para localizar o suspeito que permanece foragido e aprofundar a análise sobre a movimentação financeira do grupo.