Da redação
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) enviou nesta semana um ofício ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, solicitando a preservação das prerrogativas profissionais da advocacia no âmbito da Operação Compliance Zero. O documento pede ainda a exclusão de diálogos entre advogados e clientes das investigações.
O ofício, assinado pelo presidente da OAB, Beto Simonetti, foi encaminhado diretamente ao relator da operação. A entidade ressalta a importância de garantir o sigilo das comunicações entre advogados e seus clientes, apontando que esse é um direito fundamental da advocacia e essencial para o exercício da ampla defesa.
Segundo a OAB, a inclusão de conversas entre advogados e clientes em investigações viola prerrogativas estabelecidas em lei. “Reforçamos nosso posicionamento em defesa das garantias constitucionais que asseguram o livre exercício da profissão”, afirma Simonetti no documento encaminhado ao Supremo.
A entidade argumenta que a preservação desse sigilo é necessária para manter a confiança e a integridade do processo judicial. No entendimento da OAB, a atuação dos advogados, dentro dos limites legais, deve ser respeitada para evitar possíveis prejuízos ao direito de defesa dos investigados.
A Operação Compliance Zero é conduzida sob relatoria do ministro André Mendonça no STF e tem como foco apurações sobre supostas irregularidades. O pedido formal da OAB ocorre em meio ao avanço das investigações e à preocupação crescente na classe com medidas que possam afetar garantias profissionais.
De acordo com informações levantadas, o posicionamento da OAB enfatiza o respeito às prerrogativas previstas na legislação brasileira. O tema tem gerado debate em tribunais superiores devido ao impacto que eventuais monitoramentos podem causar sobre o exercício da advocacia e o devido processo legal.





