Da redação
Refugiados e migrantes organizaram, em Boa Vista, Roraima, a Copa de Los Refugios, torneio de futebol realizado em junho para marcar o Dia Mundial dos Refugiados. O evento, promovido pela Agência da ONU para Refugiados (Acnur) e parceiros, busca fortalecer a inclusão social dessas comunidades no Brasil.
O torneio reúne atletas amadores refugiados, migrantes e indígenas, com o objetivo de aproveitar a visibilidade do futebol para promover acolhimento humanitário. A iniciativa conta com apoio da Operação Acolhida, força-tarefa do governo brasileiro para a recepção de migrantes venezuelanos, além das organizações AVSI Brasil e Klabu.
Na abertura, em 18 de junho, quatro equipes masculinas — Jardim Floresta, Rondon 1, Tuaronoko e Rondon 5 — participaram dos primeiros jogos, incentivando a integração entre atletas e comunidade local. Ao todo, participam quatro equipes masculinas e duas femininas, oferecendo oportunidades de lazer e convívio para dezenas de famílias refugiadas e indígenas.
As finais masculina e feminina da Copa de Los Refugios acontecem em 20 de junho, integrando o calendário oficial do Dia Mundial dos Refugiados. A data foi instituída em 2000 pela Assembleia Geral da ONU para promover a conscientização sobre os desafios enfrentados globalmente por pessoas em situação de refúgio.
Segundo o Acnur, a competição reflete uma campanha internacional que destaca jogadores de futebol que já vivenciaram o deslocamento forçado. “Os refugiados não devem ser vistos apenas por suas vulnerabilidades, mas pelo potencial de seus talentos, conhecimentos e sonhos”, afirmou a agência.
O torneio evidencia como o futebol pode funcionar como ferramenta de inclusão e integração social. Em Boa Vista, a cooperação entre ONU, governo e sociedade civil reafirma o papel do esporte na quebra de barreiras geográficas e sociais.





