Início Política Daniella Marques detalha propostas econômicas e sociais para equipe de Flávio Bolsonaro

Daniella Marques detalha propostas econômicas e sociais para equipe de Flávio Bolsonaro


Da redação

A administradora Daniella Marques, ex-presidente da Caixa e ex-integrante da equipe de Paulo Guedes, assumiu o cargo de assessora econômica da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A mudança ocorreu após ela suspender suas funções executivas na Legend Capital e passar a acompanhar o candidato em eventos públicos desde o início da campanha.

Daniella é mencionada entre os possíveis nomes para comandar o Ministério da Economia, caso Flávio Bolsonaro vença as eleições em outubro. O ministério deverá ser recriado em uma gestão do senador. Caso confirme-se sua nomeação, Daniella será a segunda mulher a liderar a pasta, após Zélia Cardoso de Mello, no governo Collor.

Nas redes sociais, Daniella Marques intensificou críticas à atual política fiscal, classificando-a como “expansionista”, com foco no aumento dos gastos públicos e novos impostos. Ela aponta ainda que a dívida pública atingiu seu maior patamar desde a pandemia, destacando preocupações com a sustentabilidade das contas do Estado.

A assessora atribui o crescimento das despesas com juros ao que chama de “descontrole absoluto nas contas” públicas. Daniella avalia que, sem rigor fiscal, a taxa básica de juros, a Selic, deve permanecer elevada para garantir um prêmio de risco aos investidores nacionais e estrangeiros que financiam o país.

Além da estratégia macroeconômica, Daniella planeja estruturar dois programas: um de incentivo à autonomia financeira feminina e outro voltado à ascensão social de famílias de baixa renda. Para ela, a capacitação de mulheres e a ampliação da oferta de creches são fundamentais para combater a dependência financeira e casos de feminicídio.

Segundo Daniella, o projeto de “rampa” social retoma propostas debatidas durante a gestão de Paulo Guedes, buscando capacitar beneficiários de programas sociais para melhorar salários e migrar para o mercado de trabalho formal. Assim, os benefícios poderiam ser direcionados a famílias em situação mais vulnerável.