Da redação
Edileusa Durães, de 46 anos, foi morta a facadas pelo companheiro na madrugada de sábado, 20 de junho, no Recanto das Emas, Distrito Federal. O filho da vítima também foi ferido ao tentar intervir, mas foi socorrido sem lesões graves. O caso está sendo investigado pela 27ª Delegacia de Polícia.
Residente no DF há vinte anos, Edileusa é a 11ª vítima de feminicídio registrada neste ano na região. Natural do Tocantins, ela buscava melhores condições de vida na capital federal. Edileusa convivia com dois filhos, um adolescente e uma criança de quatro anos, além de uma filha de 19 anos.
De acordo com Lucas Gomes, sobrinho da vítima, Edileusa vivia sob constante vigilância do companheiro. Ele relata que a tia era isolada de familiares e amigos. “O cara era um doente, batia nela, ela ligava chorando falando dele. Não deixava falar com a família e tinha ciúmes do filho”, afirmou.
Após o crime, o homem tentou tirar a própria vida e foi levado ao Hospital Regional do Gama. Até o momento, seu nome não foi divulgado e não há informações detalhadas sobre seu estado de saúde. Ele passará por audiência de custódia nesta segunda-feira, 21 de junho.
A morte de Edileusa provocou forte comoção entre familiares e amigos, que expressam indignação e cobram justiça para o caso. “Ela era tudo pra gente e se foi, tudo por causa de um vagabundo. Fica o sentimento de revolta. O que queremos é justiça pela morte dela. O que resta é só saudade”, disse Lucas Gomes.
Para ajudar com os custos do traslado do corpo para Gurupi, no Tocantins, onde Edileusa será sepultada, familiares promovem uma vaquinha virtual. Interessados podem contribuir via chave PIX 63992094642. Para casos de violência doméstica no DF, estão disponíveis canais como 190 (PMDF), 180 (Central de Atendimento à Mulher) e Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher.





