Da redação
Ramiro Valdés Menéndez, um dos fundadores do serviço de inteligência cubano e figura central da Revolução Cubana, morreu neste domingo, aos 94 anos, em Cuba. O anúncio foi feito pelo presidente Miguel Díaz-Canel, que destacou a importância de Valdés para a história recente do país.
Ao comunicar a morte, Díaz-Canel afirmou que “a partida física do Comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez dói profundamente, como a de um pai”. O presidente ressaltou ainda a “lealdade absoluta à liderança de Fidel e Raúl, aos seus companheiros de luta” como marca do comandante.
Valdés ocupava o seleto título de Comandante da Revolução em Cuba. Ele foi, ao lado de Raúl Castro, de 95 anos, um dos últimos sobreviventes da expedição do iate Granma, ocorrida em 2 de dezembro de 1956, marco inicial do movimento revolucionário que depôs Fulgencio Batista.
Durante o conflito contra Batista, Valdés foi o segundo de Che Guevara, argentino e também líder revolucionário. Filiado ao Partido Comunista de Cuba, teve papel relevante como ministro do Interior e fundou o G2, serviço de segurança do Estado, consolidando a estrutura da inteligência nacional.
Reconhecido por suas constantes aparições públicas em uniforme militar, Valdés dedicou os últimos anos a oferecer apoio ao presidente Díaz-Canel, primeiro dirigente do país fora do núcleo familiar dos Castro desde a vitória da Revolução Cubana em 1959.
Segundo Michael Shifter, membro do Diálogo Interamericano, “como Ministro do Interior, Valdés lidou com a etapa mais dura do confronto dos anos posteriores a 1959”, período marcado por embates entre o governo revolucionário e grupos armados opositores.





