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Bombardeios de Israel em Gaza causam perda de US$ 2,6 bilhões em um ano


Da redação

Um estudo publicado pela revista PNAS Nexus concluiu que a destruição na Faixa de Gaza eliminou 75% das atividades econômicas locais no primeiro ano da guerra, até outubro de 2024. O prejuízo atinge US$ 2,6 bilhões do consumo médio familiar, segundo estimativas baseadas em dados de satélite.

A análise indica que, nesse período, 82% de cada quilômetro quadrado de Gaza sofreu danos ao menos uma vez e 67,9% da área construída foi destruída. A intensidade foi maior nos três primeiros meses, quando mais de 60% do território foi danificado pela primeira vez, concentrando o impacto econômico imediato.

Pesquisadores de quatro instituições empregaram imagens de satélite e medições de luminosidade noturna para estimar o dano econômico, método que permite independência das fontes ligadas ao conflito. O economista Daniele Rinaldo destaca que “a única forma de contornar esse problema era olhar para informações que não dependessem de nenhuma das partes”.

Conforme o estudo, a perda média de luminosidade atingiu 68,5% nas áreas afetadas, chegando a 80,1% nos locais danificados desde o início do conflito. As regiões sob ordens de retirada do Exército de Israel não escaparam da destruição severa, resultando em queda de luminosidade e prejuízo econômico.

De acordo com Rinaldo, há uma relação direta entre a suspensão dos bombardeios e a retomada da atividade econômica. Durante o cessar-fogo de novembro de 2023, a luminosidade cresceu 25% nas áreas afetadas em apenas uma semana. A operação israelense permanece ativa, com ordens recentes para ocupação de até 70% de Gaza.

O acordo entre Israel e Hamas, em vigor há cerca de oito meses, não cessou a violência. Desde outubro de 2025, pelo menos 715 palestinos morreram em ataques, segundo o Ocha, com base em dados do Ministério da Saúde controlado pelo Hamas. As mortes somam mais de 72 mil desde abril de 2026, conforme registro da ONU.