Da redação
O ex-jogador Luizão Goulart se manifestou nesta semana para afastar seu nome de suspeitas envolvendo a Prefeitura de São Paulo e o uso de recursos públicos durante evento realizado na Lapa, Zona Oeste da capital, durante a Copa do Mundo. A polêmica surgiu após a prefeitura gastar cerca de R$ 60 mil na montagem de estrutura para transmissão de jogos.
A controvérsia ganhou destaque após a realização do evento “Brasil Fest”, promovido pela gestão municipal em frente ao Bar Tribunal, com montagem de dois telões, palco, banheiros químicos e ocupação de um parklet para venda de chopp. O evento ocorreu durante o primeiro jogo da Seleção Brasileira, levantando questionamentos sobre a destinação dos recursos.
Segundo informações apuradas, o pedido para a realização da festa partiu de um abaixo-assinado organizado discretamente no Bar Tribunal e foi articulado junto à prefeitura pelo vereador Fábio Riva (MDB). As suspeitas aumentaram quando a administração municipal não conseguiu esclarecer a origem do dinheiro utilizado para o evento.
Quatro dias após a estreia do Brasil, o vereador protocolou uma emenda parlamentar para cobrir os custos, direcionando o valor para uma ONG sem histórico conhecido de atuação. A ausência de alvará para o público presente e dúvidas sobre transparência levaram ao cancelamento das próximas edições da festa na rua.
Diante da repercussão e da associação de seu nome ao Bar Tribunal, Luizão esclareceu que frequenta o local apenas como cliente. “Não sou dono de nenhum bar e não faço parceria com ninguém. Essa informação não é verdadeira”, afirmou o pentacampeão, destacando que não possui vínculo societário ou administrativo com estabelecimentos do setor.
Luizão ainda declarou que está à disposição para apresentar documentos que comprovem a ausência de seu nome em qualquer empresa do ramo. “Frequentar um local e ser amigo dos donos não significa que eu seja proprietário. Nunca fui dono de bar nenhum”, reforçou o ex-atleta ao desvincular sua imagem do caso.





