Da redação
Vinte dos 26 jogadores convocados pela Seleção de Marrocos para a Copa do Mundo deste ano nasceram fora do país e atuaram no empate por 1 a 1 contra o Brasil, ocorrido na estreia do torneio. Esse cenário resulta de uma estratégia da federação marroquina de futebol iniciada em 2014.
A campanha lançada há dez anos tem como objetivo “trazer de volta os talentos que pertencem à terra”, segundo comunicado oficial da federação. O projeto visa identificar jovens atletas de origem marroquina nascidos ou formados em outros países para fortalecer o elenco nacional.
Desde a implementação, a federação intensificou a busca nesses países, especialmente na Europa, onde há grandes comunidades marroquinas. O trabalho envolve monitoramento de desempenho em clubes estrangeiros e conversas com famílias para estimular o retorno esportivo dos atletas ao país de origem de seus antepassados.
A medida provocou um aumento significativo na diversidade do grupo, já que a maioria desses jogadores cresceu em ambientes culturais distintos e passou por diferentes escolas de formação esportiva. Segundo especialistas ouvidos, isso ampliou o repertório tático e técnico da seleção marroquina.
O empate com o Brasil foi citado como um exemplo da força dessa nova geração multicultural. A estratégia tem sido destacada tanto por dirigentes quanto por treinadores como fundamental para o desempenho recente da equipe em competições internacionais.
Marrocos já havia adotado políticas para integrar descendentes de marroquinos desde o início dos anos 2000, mas foi a partir da campanha de 2014 que o número de jogadores nascidos no exterior na seleção principal aumentou de maneira expressiva. A equipe se tornou referência entre países africanos que buscam talentos na diáspora.





