Da redação
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira, 22, que deixará o cargo após decidir acatar a vontade de seu partido. A transição ocorrerá até a retomada das atividades parlamentares em setembro, abrindo espaço para que o país tenha seu sétimo chefe de governo em dez anos.
A decisão de Starmer ocorre menos de dois anos após sua vitória expressiva nas eleições, período em que a expectativa era de estabilização do cenário político britânico. Segundo Starmer, ficou evidente que o Partido Trabalhista deseja uma nova liderança para conduzir as próximas eleições gerais.
De acordo com o primeiro-ministro, o processo para escolha de seu sucessor começará em 9 de julho. Entre os nomes cotados, Andy Burnham desponta como o principal favorito para assumir o posto, segundo interlocutores do partido.
Em pronunciamento oficial, Starmer declarou: “A questão que meu partido está levantando agora é se eu sou a pessoa mais indicada para nos liderar nas próximas eleições gerais. Ouvi a resposta do meu grupo parlamentar a essa pergunta e aceito essa resposta com dignidade”.
O episódio reacende o debate sobre a instabilidade no comando do governo britânico, dado o número de trocas de premiê nos últimos anos. A saída de Starmer ocorre em meio a pressões internas e disputas de liderança dentro do Partido Trabalhista.
Dados recentes mostram que, ao longo da última década, o Reino Unido já teve seis diferentes primeiros-ministros, estando prestes a nomear o sétimo com a posse do sucessor de Starmer. O novo ocupante do cargo deverá ser confirmado antes do próximo período legislativo.





