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PL da Misoginia coibiria ataques à memória de vítima de rope jump, afirma Hilton


Da redação

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), presidente da Comissão de Direitos das Mulheres da Câmara, afirmou nesta segunda-feira, 15, que o Projeto de Lei da Misoginia ajudaria a coibir ataques como os direcionados à memória de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, jovem falecida no sábado, 13, após acidente em rope jump, em Minas Gerais.

Segundo Erika Hilton, a proposta legislativa tem como objetivo combater ofensas motivadas por preconceito de gênero, principalmente virtuais. Ela destacou que, após a morte de Maria Eduarda, a vítima passou a ser alvo de comentários misóginos e ofensivos nas redes sociais, agravando o sofrimento da família e de amigos.

A parlamentar ressaltou que o PL da Misoginia prevê punições mais severas para quem realizar ataques dirigidos a mulheres na internet. “A aprovação do projeto é fundamental para proteger as mulheres de violências virtuais e preservar a dignidade das vítimas”, afirmou Hilton em nota oficial divulgada à imprensa.

Após o acidente, circulou nas redes uma série de manifestações depreciativas contra Maria Eduarda. De acordo com a investigação, o óbito ocorreu quando o equipamento de segurança do rope jump não foi corretamente fixado, levando à queda fatal. O caso gerou grande repercussão e debate sobre responsabilização.

O projeto, em trâmite na Câmara dos Deputados, propõe enquadrar ataques misóginos como circunstância agravante em crimes virtuais. Parlamentares do Psol e de outros partidos defendem a aprovação como forma de responder ao aumento dos casos de violência digital contra mulheres e minimizar o impacto das ofensas em ambientes virtuais.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu em Juiz de Fora, Minas Gerais, durante salto de rope jump realizado como presente de aniversário de 23 anos. Segundo relatos, a fixação inadequada do equipamento foi determinante para o acidente. A polícia local segue apurando as circunstâncias do ocorrido.