Da redação
O deputado federal Marcos Pereira, presidente do Republicanos, declarou nesta terça-feira, 23, que a operação da Polícia Federal envolvendo o Banco Digimais, ligado ao bispo Edir Macedo, não envolve o partido. A afirmação foi feita após a deflagração da Operação Miragem, em desenvolvimento em diferentes estados.
Marcos Pereira salientou que o Republicanos não possui qualquer ligação com a investigação que envolve o banco. “O partido não tem nada a ver com isso”, afirmou o parlamentar ao comentar o caso. Ele também buscou ressaltar o afastamento institucional entre o Republicanos e a Igreja Universal do Reino de Deus, tradicionalmente relacionada à legenda.
O presidente da sigla informou que, dos 43 deputados federais atualmente na bancada do partido, apenas sete possuem ligação direta com a Igreja Universal. Entre os seis senadores do Republicanos, nenhum integra a igreja, de acordo com Pereira. O mesmo perfil se repete entre os oito pré-candidatos da legenda para governos estaduais.
A Operação Miragem, conduzida pela Polícia Federal, cumpre nove mandados de busca e apreensão, além de determinar o bloqueio de bens que podem chegar a até R$ 670 milhões. O objetivo das ações é aprofundar a investigação sobre possíveis crimes financeiros envolvendo o Banco Digimais.
Segundo informações detalhadas pelos investigadores, o caso envolve suspeita de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Relatórios do Banco Central teriam identificado manipulação de demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição bancária investigada.
A Polícia Federal segue com o trabalho investigativo, tendo como base documentos oficiais e decisões judiciais que respaldam as diligências. O Banco Digimais pertence ao grupo econômico da Igreja Universal, cujo líder é Edir Macedo. Até o momento, não há informações de acusação formal contra integrantes do partido Republicanos.





