Início Política Controle de gastos públicos tem pior avaliação do governo Lula, aponta Ipsos-Ipec

Controle de gastos públicos tem pior avaliação do governo Lula, aponta Ipsos-Ipec


Da redação

A pesquisa Ipsos-Ipec, realizada presencialmente entre 13 e 17 de junho com dois mil entrevistados em 130 municípios, apontou estabilidade na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o levantamento, o controle de gastos públicos e a economia permanecem entre os maiores desafios, conforme divulgou o instituto nesta terça-feira, 23.

Márcia Cavallari, diretora do Ipsos-Ipec, destacou que houve uma “recuperação discreta na imagem do governo em áreas importantes”. Contudo, ela ressaltou que “os altos patamares de reprovação mostram que a população ainda aguarda resultados mais concretos, especialmente na economia e nos gastos públicos”.

O controle de despesas públicas mantém o pior índice, com aprovação estável em 20% e reprovação em 51%. No combate à inflação, o governo segue com 23% de aprovação, enquanto a reprovação oscilou de 50% para 49%, sem melhora significativa, demonstrando que a área continua sendo um dos principais desafios.

Na percepção sobre o enfrentamento ao desemprego, a avaliação positiva subiu de 31% para 32%, enquanto a regular aumentou de 23% para 26% e a negativa caiu de 43% para 40%. Na política externa, a avaliação ruim ou péssima retornou ao patamar de dezembro, com 39%. A aprovação variou de 27% para 28%, e a regular de 21% para 26%.

A Educação lidera entre as áreas mais bem avaliadas, apesar de leve queda de 36% para 35% na aprovação e estabilidade na desaprovação em 38%. Quanto ao combate à fome e pobreza, a avaliação ótima ou boa foi de 35% para 33%, interrompendo tendência de crescimento iniciada em dezembro de 2025. A reprovação permanece em 41%, com regularidade subindo levemente para 24%.

Na área ambiental, os índices permaneceram próximos aos observados em março, com 29% de aprovação, 37% de reprovação e avaliação regular de 29%. Em segurança pública, a aprovação oscilou de 25% para 26%, avaliação regular subiu de 23% para 25% e desaprovação variou de 49% para 47%. Na saúde, não houve alteração estatística relevante: 29% aprovam, 26% avaliam como regular e 43% reprovam a atuação do governo.