Da redação
A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu, na manhã de quarta-feira (24), seis mandados de prisão preventiva e bloqueou aproximadamente R$ 14 milhões em bens durante a segunda fase da Operação Falsa Promessa, que investiga suposta venda fraudulenta de consórcios em Sobradinho II e regiões do DF.
A ação foi coordenada pela 35ª Delegacia de Polícia, com o apoio da Divisão de Inteligência Policial. De acordo com as investigações, as vítimas eram atraídas por anúncios em redes sociais e plataformas de comércio eletrônico. Os anúncios prometiam contemplação rápida de cartas de crédito e levavam os interessados a atendimentos presenciais em comércios locais.
Após o contato inicial, as pessoas eram induzidas a realizar pagamentos com a crença de que integrariam consórcios legalmente constituídos. Segundo a Polícia Civil, no entanto, os valores recebidos não eram repassados a administradoras de consórcios autorizadas pelo Banco Central, sendo desviados para empresas associadas ao grupo investigado.
A investigação relata que, posteriormente, o dinheiro era distribuído entre contas pessoais dos suspeitos, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro. O prejuízo financeiro já comprovado ultrapassa R$ 278 mil, embora a Polícia Civil estime que a quantidade de vítimas seja muito maior. O esquema é investigado por possíveis práticas ilícitas ligadas à atuação do grupo.
Na primeira etapa da operação, deflagrada em janeiro, policiais cumpriram 13 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e Entorno. Ao término dessa fase, 13 pessoas foram indiciadas sob acusação de fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme apurado pelas autoridades.
As penas máximas previstas para os crimes atribuídos aos investigados podem chegar a até 26 anos de prisão. A Polícia Civil prossegue com as investigações para identificar novos envolvidos e ampliar o levantamento dos prejuízos causados pelo esquema.





