Da redação
Os Museus Vaticanos anunciaram nesta quarta-feira, 24, o início de um amplo projeto de restauração dos afrescos da Loggia de Raphael, situada no Palácio Apostólico, na Cidade do Vaticano. O objetivo é preservar a obra, utilizando tecnologia de limpeza a laser ao longo dos próximos cinco anos.
A restauração será realizada na ala oeste da Loggia, localizada no segundo andar do palácio. Segundo os responsáveis, a limpeza a laser foi escolhida para evitar danos ao conjunto renascentista, que é considerado uma das principais obras do período.
Projetada por Raphael, entre 1517 e 1519, para o papa Leão X, a Loggia possui 65 metros de comprimento por quatro metros de largura. O local é composto por 13 seções, todas decoradas com cenas bíblicas representadas nas abóbadas pelo ateliê do artista.
O acesso à Loggia é restrito e não está aberto ao público em geral. Apenas visitantes autorizados, como chefes de Estado, embaixadores e prelados de alto escalão, têm permissão para conhecer o espaço. A última restauração parcial ocorreu há cerca de cinquenta anos.
Mais de 20 restauradores dos Museus Vaticanos estão envolvidos diretamente nos trabalhos, que abrangem cerca de 1.300 metros quadrados de superfícies decoradas com os afrescos históricos. O projeto prevê intervenções cuidadosas para garantir a integridade das pinturas originais.
A iniciativa será custeada por doadores internacionais, entre eles a organização World Monuments Fund, reunindo um total de 5,5 milhões de dólares, equivalente a cerca de 28,6 milhões de reais. O fundo contribui globalmente para a preservação de patrimônios históricos de valor excepcional.





