Da redação
O dólar comercial fechou em alta nesta quarta-feira, 24 de julho, cotado a R$ 5,202, maior valor desde 30 de março. A valorização ocorreu em um contexto de queda das bolsas e recuo dos preços do petróleo, com o Ibovespa encerrando em baixa de 0,44% aos 170.506 pontos, em São Paulo.
O mercado financeiro reagiu à expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos, alimentada por sinais de pressão inflacionária na maior economia do mundo. O Federal Reserve é aguardado para possíveis medidas mais restritivas, enquanto investidores aguardam a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE), referência para a política monetária americana.
No Brasil, analistas apontam que a diferença reduzida entre os juros internos e americanos diminuiu o interesse na estratégia de carry trade. Este movimento, que busca ganhos na arbitragem das taxas de juros, perde força diante da perspectiva de aperto monetário nos Estados Unidos, segundo especialistas do setor financeiro.
A queda nas ações da B3 foi impulsionada principalmente pelo desempenho negativo de petroleiras, mineradoras e bancos. Empresas ligadas ao consumo interno apresentaram resultado positivo, favorecidas pelo recuo das taxas futuras de juros. O Ibovespa oscilou durante a manhã, mas cedeu com a pressão sobre ativos ligados a commodities.
No exterior, investidores monitoraram o avanço nas tratativas entre Estados Unidos e Irã, além da recuperação gradual da navegação no Estreito de Ormuz. Tais fatores aliviaram o prêmio de risco do petróleo, refletindo no desempenho das empresas do setor de energia e influenciando mercados globais.
O petróleo Brent para setembro recuou 3,81% e fechou a US$ 73,87. O WTI para agosto caiu 3,92%, terminando a US$ 70,34 o barril. O movimento intenso dos últimos pregões reflete a expectativa de normalização na oferta global e flexibilização de restrições ao petróleo iraniano.





