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Jaques Wagner deixa liderança do governo no Senado após operação da Polícia Federal


Da redação

O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira (26), após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada, que deixará a liderança do governo no Senado. Segundo ele, a decisão foi tomada em comum acordo, com foco em questões pessoais e eleitorais.

Wagner afirmou em suas redes sociais: “Acabei de ter uma excelente reunião com o Presidente Lula, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal”. Ele declarou que sua prioridade passa a ser defender sua inocência e se dedicar às campanhas de reeleição de Lula, Jerônimo Rodrigues e de si mesmo.

A renúncia acontece poucos dias após Jaques Wagner ser alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro. Na operação, agentes apreenderam US$ 55 mil (cerca de R$ 285 mil), 33,5 mil euros (R$ 199 mil) e mais de 10 relógios.

Segundo integrantes do governo e do PT, a saída de Wagner visa evitar possíveis prejuízos à campanha de reeleição do presidente Lula. Embora tenha resistido à pressão, o senador decidiu deixar o cargo devido ao impacto das investigações e aos efeitos eleitorais próximos ao pleito.

As investigações também atingiram Augusto Lima, ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro, ligado à expansão do produto Credcesta do Banco Master. Até o momento, a Operação Compliance Zero vinha afetando figuras do centro-direita, como Ciro Nogueira (PP-PI) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), envolvidos em outros desdobramentos do caso.

Eleito senador em 2018 com 4,253 milhões de votos, Jaques Wagner tem trajetória política marcada por atuação sindical, passagem pelo governo da Bahia, participação na fundação do PT e da CUT na Bahia, além de cargos de destaque em governos de Lula e Dilma Rousseff. Seu mandato no Senado vai até 2027.