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Flávio Bolsonaro modera discurso sobre política externa apesar de apoio de Marco Rubio


Da redação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, recebeu uma carta do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que o indicou como interlocutor da Casa Branca. Mesmo assim, conforme interlocutores, Flávio hesita em adotar discurso mais radical em temas de política externa atualmente. Rubio respondeu a pedido do senador para que o governo Donald Trump revisasse as tarifas contra o Brasil, mas negou a possibilidade de remover as sanções.

Segundo aliados, Flávio Bolsonaro evita enfatizar temas como as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil e o risco, citado por opositores de Lula, de o país se aproximar do modelo venezuelano, por considerar que isso pode afastar eleitores moderados e o setor produtivo. A postura diverge da de Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, que vive nos EUA e se apresenta como elo entre o bolsonarismo e a administração Trump.

O temor de perder votos devido às sanções impostas por Trump, somado à possibilidade de a Casa Branca não rever as tarifas, complica a estratégia do senador. Ainda, a pauta sobre a Venezuela perdeu força depois que os Estados Unidos passaram a apoiar o governo de Delcy Rodrigues, em consequência da captura de Nicolás Maduro, segundo fontes próximas ao parlamentar.

Na área da segurança pública, pessoas próximas afirmam que Flávio deve intensificar o alinhamento com Washington, priorizando em seus discursos o reconhecimento, pelo governo Trump, do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Integrantes do governo Lula acompanham o movimento e apostam que o presidente continuará defendendo o combate ao crime de forma soberana, sem interferência estrangeira.