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Onda de calor na Europa causa mais de 1,3 mil mortes, afirma OMS


Da redação

A Organização Mundial da Saúde estima que a onda de calor que atinge a Europa tenha provocado mais de 1,3 mil mortes acima do esperado, com cerca de 150 milhões de pessoas expostas a temperaturas extremas em diferentes países. O órgão informou que trabalha em parceria com governos locais para reduzir os impactos, com foco em preparação e fortalecimento dos sistemas de saúde.

De acordo com Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, medidas como prevenção e reforço na infraestrutura hospitalar têm sido adotadas em resposta ao aumento de demanda nos hospitais e aos riscos relacionados ao calor intenso. A Alemanha flexibilizou regras para passageiros de trens diante do risco de deformação dos trilhos, enquanto eventos ao ar livre foram cancelados.

Diversos países europeus registram recordes históricos de temperatura desde o fim de junho. Na França, os termômetros ultrapassaram os 40°C em várias cidades, com cerca de mil mortes acima do esperado desde 24 de junho, especialmente entre idosos. Alemanha, República Tcheca, Suíça e Dinamarca também bateram recordes em diferentes cidades.

Especialistas associam episódios de calor extremo à intensificação das mudanças climáticas e à persistência do fenômeno atmosférico chamado “bloqueio ômega”, responsável por manter a massa de ar quente sobre a região. Segundo estudo da seguradora Allianz, temperaturas superiores a 30°C podem causar perdas econômicas, afetar a produtividade e elevar o consumo de energia, com possíveis prejuízos de até US$ 131 bilhões à economia alemã entre 2026 e 2030 caso o cenário se repita.