Da redação
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, sugeriu que o fundo eleitoral das campanhas para deputado seja repassado aos diretórios estaduais, cabendo a eles decidir a partilha dos recursos. A proposta, apresentada em reunião com a bancada de deputados federais, gerou resistência dos parlamentares, que preferem que a divisão continue sob responsabilidade da direção nacional.
Segundo deputados presentes, a principal preocupação é que o modelo beneficie grupos aliados aos presidentes dos diretórios estaduais, deixando de fora parlamentares de outras correntes internas. De acordo com relatos sob reserva, há receio de que a distribuição favoreça adversários internos ligados à cúpula estadual, em prejuízo de integrantes que não pertencem à corrente dominante.
O PT reúne diversas correntes, sendo a CNB (Construindo um Novo Brasil) a majoritária, além da Mensagem ao Partido e da Articulação de Esquerda, de menor expressão. Dirigentes estaduais poderiam concentrar recursos nos seus próprios grupos, conforme consideram parlamentares, aumentando assim as disputas internas. Pelos critérios propostos por Edinho, a direção nacional continuaria decidindo sobre os repasses para presidente, governador e senador, enquanto a divisão para deputados federais ficaria a cargo dos diretórios regionais.
Neste ano, partidos terão R$ 4,9 bilhões em fundo eleitoral, dos quais R$ 615,4 milhões destinados ao PT para campanhas à Presidência, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas. O debate sobre critérios envolve também repasses a candidaturas femininas e de pessoas pretas e pardas, e permanece sob análise do Grupo Tático Eleitoral do partido.





