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Opas lança guia para jornalistas combaterem desinformação sobre vacinas nas redes sociais


Da redação

Programas de imunização salvaram mais de 15 milhões de vidas nas Américas nos últimos 50 anos, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Apesar disso, a cobertura vacinal permanece insuficiente em alguns países e a circulação de conteúdos enganosos na internet representa um desafio para a saúde pública no continente.

De acordo com a Opas, o guia lançado pela entidade orienta jornalistas e criadores de conteúdo sobre como identificar informações falsas. Lauren Vulanovic, consultora do Programa de Imunização Integral da Opas, afirma que estratégias de desinformação buscam estimular emoções intensas, como medo e tristeza, além de utilizarem relatos inventados ou distorcidos para dar credibilidade a alegações sem respaldo científico.

A agência recomenda não repetir boatos, mesmo com o objetivo de refutá-los. Para criadores de conteúdo, a orientação é contestar informações equivocadas, mas sem atacar pessoas, evitando confrontos que fragilizem a confiança do público. No jornalismo, o destaque deve ser dado a informações sustentadas por evidências científicas, e não é considerado adequado expor opiniões opostas como se fossem igualmente válidas.

A Opas alerta que mesmo uma breve exposição a informações incorretas pode impactar negativamente a percepção da população sobre vacinas. Entre os desafios atuais está o uso de inteligência artificial generativa, que facilita a produção de imagens e vídeos convincentes. Outras recomendações da agência incluem o investimento em alfabetização digital, incentivo ao pensamento crítico e apoio a iniciativas de checagem de fatos, além da oferta de recursos para profissionais de saúde, educadores e comunicadores.