Da redação
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), passou a defender o texto aprovado pela Câmara que extingue a jornada 6×1 e apoia que as novas regras entrem em vigor assim que o Congresso aprovar a proposta, sem prazo de adaptação de 60 dias. Conforme aliados do governo, a expectativa é que a votação ocorra apenas após as eleições de outubro, mantendo o encaminhamento indicado por Alcolumbre.
De acordo com integrantes do governo, caso a tramitação siga essa previsão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende responsabilizar o Senado pela demora na aprovação. Lula esperava usar a sanção da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) como peça central em sua campanha à reeleição.
Durante reunião com representantes das centrais sindicais, Alcolumbre afirmou estar discutindo com técnicos do Senado possíveis ajustes de redação para que a redução de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de folga sem redução salarial, entre em vigor imediatamente após a promulgação. Segundo um membro do governo, “se for isso, o governo está de acordo. Mas falta pautar”.
Alcolumbre também ouviu empresários e entidades patronais, que pediram mais tempo para adaptação das empresas. Ele reafirmou em sessão do Senado que seguirá o rito normal de outra PEC, que cria aposentadoria especial para agentes de saúde após 25 anos de serviço exclusivo, recuando de proposta considerada de grande impacto fiscal. Alcolumbre ainda reclamou das ofensas recebidas de “autoridades da República” e enfrenta pressão de integrantes do governo, como o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência).




