Da redação
O Partido Liberal (PL) protocolou representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acusando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de propagar discurso de ódio e discriminar a população de Santa Catarina. Segundo o PL, as declarações teriam ocorrido durante visita de Lula a Itajaí, no interior catarinense. O governo nega as acusações e afirma que o presidente respeita a diversidade da população.
Na ocasião, Lula visitou um estaleiro que constrói embarcações para a Petrobras e afirmou que todos devem ser tratados igualmente, independentemente do estado em que vivem. Em discurso, o presidente disse: “Vocês não podem permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo. Não podem permitir que aqui em Santa Catarina as pessoas sejam tomadas pela síndrome de grandeza, porque esse estado é muito rico, não é pobre.” Lula completou: “Não tem porque um cara que é branco é melhor do que o que é negro, o cara que é nordestino é pior do que o do Sul do país. Que história que é essa? A gente não aceita. Hitler tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou.”
A representação do PL afirma que as falas de Lula vinculam Santa Catarina ao racismo, à hegemonia branca e à ignorância, configurando, segundo o partido, discurso de ódio e possível crime de racismo. O partido também sustenta que o presidente teria realizado propaganda eleitoral antecipada ao comparar candidatos e exaltar feitos de seu governo, além de criticar o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).
Jorginho respondeu ao presidente dizendo que Lula apenas “fala mal da gente” em suas visitas, além de não cumprir promessas. O governador acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) sob acusação de xenofobia. Em nota, a assessoria de Lula declarou que a fala defendia a igualdade racial e reiterou o respeito do presidente à diversidade dos estados brasileiros. Segundo o Palácio do Planalto, a agenda observou as atribuições constitucionais do chefe do Executivo.




