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Nomes de Cláudio Castro e deputados estão em listas apreendidas pela Polícia Federal


Da redação

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e deputados federais e estaduais tiveram seus nomes incluídos em listas apreendidas pela Polícia Federal e atribuídas a Adilsinho, apontado como bicheiro e alvo da Operação Unha e Carne. Os documentos associam os nomes de políticos a valores financeiros. As investigações iniciais apuram se as anotações indicam possíveis práticas de caixa dois de campanha, mas a apuração sobre o contexto dos repasses segue em andamento, conforme a Polícia Federal.

A Operação Unha e Carne cumpriu três mandados de prisão preventiva, incluindo Adilsinho, que já estava preso, Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e o pastor Márcio Poncio. A defesa de Bacellar e Poncio não se manifestou, assim como a assessoria de Castro. O advogado de Adilsinho foi procurado, mas também não respondeu.

A Polícia Federal afirma que a nova etapa da operação surgiu após a apreensão das listas, que “chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro”. Segundo a corporação, as planilhas sugerem pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade paralela utilizada para ocultar recursos ilícitos. Também foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São João de Meriti, além do bloqueio de bens e valores de até R$ 22 milhões, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

De acordo com a Polícia Federal, investiga-se ainda suspeita de lavagem de dinheiro cometida pela cúpula do novo jogo do bicho e a possível participação de servidores do Executivo e do Legislativo no Rio de Janeiro. Castro já é alvo de investigações por sua relação com Ricardo Magro, do Grupo Refit, e com Daniel Vorcaro, do Banco Master, e nega as suspeitas. Após duas operações da Polícia Federal em maio deste ano, Castro desistiu da pré-candidatura ao Senado.