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Secretaria de Agricultura do DF confirma casos de cancro da videira em duas propriedades


Da redação

O secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, Rafael Bueno, informou a identificação de dois casos de cancro bacteriano da videira em propriedades no PAD-DF e em Brazlândia. O levantamento anual da Defesa Agropecuária, realizado com participação da Embrapa, detectou a doença, que pode comprometer a produção de uvas na região. As autoridades implementaram áreas de monitoramento ao redor dos focos por representarem ameaça à fruticultura local, de acordo com Bueno. Não há risco à saúde humana pelo consumo dos produtos, mas o impacto econômico pode ser significativo para produtores e consumidores.

Segundo o secretário, a principal suspeita é que a contaminação tenha ocorrido por meio do porta-enxerto utilizado nas videiras, embora existam outras formas possíveis de transmissão. O cancro bacteriano, que já havia sido registrado na Bahia, Pernambuco, Sergipe e Roraima, reduz drasticamente a produtividade: em uvas de mesa, os frutos ficam pequenos ou não amadurecem; no vinho, a fermentação é prejudicada pela falta de açúcar, comprometendo a qualidade da bebida. A doença provoca lesões nas folhas e ramos, dificultando o fluxo de nutrientes.

A Secretaria de Agricultura estabeleceu vistorias em todas as propriedades com videiras no raio de cinco quilômetros dos focos e mantém monitoramento em raio de dez quilômetros. O produtor pode colaborar identificando sintomas como necrose nos ramos, manchas nas folhas ou alterações no caule, e deve comunicar imediatamente a secretaria. Foram distribuídas cartilhas explicativas, orientando ainda sobre a importância de adquirir mudas apenas de viveiros certificados e de higienizar ferramentas de poda.

Além do cancro da videira, há preocupação com o greening e o cancro cítrico. O greening já foi confirmado em Cidade Ocidental, a cerca de doze quilômetros da divisa com o Distrito Federal, segundo notificação da Agrodefesa. Em fiscalização de rotina, foram identificados cerca de 300 quilos de frutas suspeitas de cancro cítrico, encaminhadas para análise laboratorial pelo Ministério da Agricultura.