Da redação
A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a quebra de sigilo dos dados do telefone celular encontrado na cela do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, condenado pela morte de Henry Borel. A decisão foi assinada pela juíza Elizabeth Machado Louro, que presidiu o júri responsável pela condenação.
De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, a medida foi solicitada pelo promotor Fabio Vieira dos Santos, que classificou a extração dos dados como “especialmente necessária” para apurar se Jairinho influenciava pessoas do meio externo. O promotor também afirmou que o acesso ao aparelho pode revelar outras possíveis provas de delitos.
Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal, agentes encontraram o celular durante uma revista na cela de Jairinho, no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, localizado no Complexo de Gericinó, zona oeste do Rio de Janeiro. A juíza definiu que a extração dos dados deve ser realizada pela Divisão Especial de Inteligência Cibernética do Ministério Público. A defesa de Jairinho, representada pelo advogado Rodrigo Faucz, declarou que ainda não havia sido intimada e afirmou: “Quando formos intimados, poderemos nos manifestar”.
Leniel Borel, pai de Henry, cobrou a investigação, alegando ter alertado, durante o processo, sobre supostos ataques a sua pessoa com objetivo de influenciar o júri. Ele solicitou esclarecimentos sobre quem inseriu o celular na cela, por quanto tempo o aparelho era utilizado e quais contatos Jairinho mantinha, mencionando indícios de tentativa de articulação ou interferência em processos.




