Da redação
O Comitê Central de Coordenação para Ciência, Desenvolvimento Tecnológico, Inovação e Transformação Digital identificou doze grandes obstáculos ao avanço do setor e apresentou soluções para aprimorar o ecossistema nacional de inovação. Um dos principais entraves, segundo o órgão, reside na falta de alinhamento entre a direção estratégica do segmento e as necessidades do desenvolvimento econômico.
De acordo com o comitê, as demandas por encomendas de pesquisas advêm sobretudo de órgãos reguladores, enquanto as empresas, que são as principais usuárias dos resultados, possuem participação limitada nas definições. Como consequência, diversas pesquisas não atendem às exigências do mercado, o que reduz sua eficácia. Além disso, o catálogo de tecnologias estratégicas ainda não foi integrado em um sistema unificado, resultando em investimentos dispersos.
Outra barreira apontada é a ausência de marco legal para o cargo de Engenheiro-Chefe Nacional, bem como a falta de vínculos jurídicos entre governo, institutos de pesquisa, universidades e empresas. Entre as propostas de solução estão a criação de um mecanismo legal específico, a adoção de um sistema único de catalogação tecnológica, revisões periódicas bienais e a institucionalização do modelo tripartite, permitindo que empresas liderem as encomendas de projetos nacionais.
O processo atual para aprovação de projetos de pesquisa leva de seis a 12 meses e o proponente original geralmente não tem prioridade na implementação, o que, conforme o comitê, diminui o incentivo à inovação e desestimula o surgimento de ideias inéditas. Também não há envolvimento das empresas desde as etapas iniciais, tampouco mecanismos claros de proteção de propriedade intelectual.




