Da redação
A Justiça Federal de Manhattan autorizou a liberação de uma indenização de US$ 5,8 milhões (aproximadamente R$ 30 milhões) à escritora e ex-colunista da revista Elle, E. Jean Carroll, conforme decisão relacionada a uma condenação cível por abuso sexual e difamação contra Donald Trump. O valor estava retido em conta judicial enquanto a equipe jurídica do ex-presidente dos Estados Unidos tentava reverter a sentença, mas a Suprema Corte norte-americana rejeitou analisar o recurso.
Segundo os advogados de Trump, a liberação da quantia causaria “dano irreparável”, especialmente se Carroll cumprisse a promessa de doar o valor, tornando difícil eventual recuperação em caso de reversão judicial. A defesa também alegou perseguição política e afirmou que a escritora “esperou mais de 20 anos para acusar falsamente Donald Trump, a quem ela se opõe politicamente, até depois que ele se tornou o 45º presidente, quando ela poderia maximizar o prejuízo político a ele e lucrar para si mesma”.
O valor original da condenação era de US$ 5 milhões (cerca de R$ 26 milhões), mas foi corrigido com a incidência de juros. A tentativa de adiar o pagamento foi frustrada no fim de junho, quando a Suprema Corte recusou o pedido de análise do recurso apresentado pela defesa do ex-presidente.
O processo judicial teve início em 2019, após Carroll lançar um livro de memórias no qual afirmou ter sido estuprada por Trump em um provador da loja Bergdorf Goodman, em Nova York, em meados de 1996. Trump sempre negou as acusações e chamou Carroll de mentirosa em diversas ocasiões, o que resultou na condenação adicional por difamação.




