Da redação
O governo do Irã ameaçou fechar o Estreito de Ormuz para todo o tráfego marítimo e realizar retaliações em dobro contra alvos considerados inimigos, caso sofra novos ataques. O comunicado oficial foi divulgado pela emissora estatal iraniana Press TV, após militares dos Estados Unidos realizarem operações contra bases costeiras e instalações na província de Hormozgan e em Mahshahr, no Irã.
A escalada ocorreu menos de um mês após a assinatura de um memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos, no qual ambos concordaram com o encerramento imediato e permanente de operações militares em todas as frentes, além do compromisso de não iniciar novas ações armadas mútuas. No entanto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou antes de participar de uma reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte, em Ancara, na Turquia, que o entendimento com o Irã havia “acabado”. Trump disse ainda: “Não quero lidar com eles”.
O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que os Estados Unidos violaram o cessar-fogo, conforme noticiado pela emissora oficial do país. Em resposta, autoridades iranianas informaram que 85 alvos militares norte-americanos localizados no Bahrein e no Kuwait foram atingidos com mísseis e drones, em retaliação aos ataques anteriores.
Segundo a Guarda Revolucionária Islâmica, os mísseis e drones lançados pelo Irã atingiram instalações no Porto Salman, setor da Quinta Frota dos Estados Unidos no Bahrein, e a Base Aérea de Ali Al Salem, no Kuwait. O Irã afirma que considera as medidas necessárias para responder a novas ações militares na região do Golfo Pérsico.




