Da redação
A Justiça de São Paulo determinou a soltura de João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, instrutores que estavam presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante um salto de rope jump em Limeira, interior do estado. Eles foram liberados após a revogação da prisão, pois não foram indiciados pela Polícia Civil no relatório final da investigação.
De acordo com a investigação policial, Maria Eduarda caiu de aproximadamente 27 metros e morreu no local após politraumatismo. O caso também envolveu Evelyne dos Santos Gonçalves, considerada CEO do grupo, que responde à acusação de fraude processual por supostamente tentar eliminar provas. A Polícia Civil concluiu que Pivetta não teve participação direta no acidente e que Martins não foi implicado por falta de provas.
O Ministério Público de São Paulo denunciou Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves por homicídio com dolo eventual, sob a acusação de assumirem o risco do resultado fatal e de não adotarem medidas de segurança. Segundo a denúncia, “houve exploração comercial da atividade” e interesses econômicos teriam prevalecido sobre a segurança dos participantes.
Vídeos registraram três instrutores levantando e lançando Maria Eduarda da Ponte do Esqueleto, em Limeira, sem o uso da corda de segurança. O Ministério Público solicitou a manutenção de prisões preventivas para os denunciados e a conversão de outras, destacando ainda que o conteúdo da câmera GoPro utilizada pela vítima permanece desaparecido.




