Por Alex Blau Blau
Autoridades dos Estados Unidos apuram movimentações financeiras ligadas à entidade e analisam contratos comerciais administrados no país
O Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos abriu uma investigação para apurar supostas irregularidades envolvendo a Associação do Futebol Argentino durante o período da Copa do Mundo. As apurações concentram se em operações financeiras que podem envolver crimes de fraude e lavagem de dinheiro realizados por meio do sistema bancário norte americano.
Segundo as informações divulgadas, os investigadores buscam esclarecer como a entidade esportiva movimentou recursos financeiros nos Estados Unidos e se parte dessas operações pode ter infringido a legislação do país. A suspeita é de que centenas de milhões de dólares tenham circulado por instituições financeiras norte americanas.
Como parte da investigação, agentes federais ouviram o empresário Guillermo Tofoni e procuram reunir depoimentos de pessoas que acompanharam a administração do presidente da Associação do Futebol Argentino, Claudio Tapia, conhecido como Chiqui Tapia, e do dirigente Pablo Toviggino.
As investigações também alcançam a empresa TourProdEnter LLC, responsável pela gestão da cobrança de contratos comerciais internacionais da entidade. De acordo com as apurações, a empresa administrou cerca de 260 milhões de dólares em receitas relacionadas à federação.
Os investigadores analisam a destinação desses recursos e apuram a movimentação financeira conduzida pelos responsáveis pela empresa. Conforme as informações levantadas, aproximadamente 57 milhões de dólares foram distribuídos entre empresas e beneficiários que, até o momento, não apresentaram justificativas econômicas consideradas suficientes na documentação examinada.
O caso é conduzido por procuradores federais dos Estados Unidos, que também avaliam a possibilidade de ouvir ex integrantes do governo argentino que tiveram acesso a informações relacionadas às atividades da federação.
Até o momento, a investigação segue em andamento e não há decisão judicial sobre as suspeitas apuradas pelas autoridades norte americanas.




