Por Alex Blau Blau
Investigação aponta que suspeita deixou de pagar procedimento estético, intimidou funcionários e usava objetos semelhantes aos de uma autoridade policial
Uma mulher identificada como Alessandra Ribeiro Souza Rodrigues foi presa pela Polícia Civil de Goiás, suspeita de praticar estelionato após aplicar um golpe em um salão de beleza de Goiânia. De acordo com as investigações, ela teria realizado um procedimento de mega hair e deixado o estabelecimento sem quitar o serviço, causando um prejuízo de R$ 600.
Segundo a apuração policial, a suspeita se apresentava como delegada de polícia no Distrito Federal e utilizava essa suposta condição para intimidar pessoas. Durante o cumprimento do mandado de prisão, os agentes apreenderam um celular, um distintivo com identificação de delegado e uma pistola de airsoft sem a ponteira vermelha, item que pode ser confundido com uma arma de fogo.
O caso ocorreu em junho, em um salão de beleza localizado no Setor Jardim América, na capital goiana. Após a conclusão do procedimento estético, a mulher informou que iria até sua residência buscar o dinheiro para efetuar o pagamento.
Desconfiados de que poderiam sofrer um prejuízo, funcionários acompanharam a cliente até o endereço informado. No local, porém, ela não realizou o pagamento e passou a evitar resolver a situação.
A Polícia Militar de Goiás chegou a ser acionada, mas, conforme as investigações, a mulher se recusou a atender os policiais. O caso passou então a ser investigado pela Polícia Civil, que reuniu elementos suficientes para solicitar sua prisão.
Os investigadores também apuram outros episódios envolvendo a suspeita. Conforme a polícia, há registro de ocorrência por perturbação do sossego no condomínio onde ela mora, além de relatos e imagens que indicariam que ela exibia um objeto semelhante a uma arma de fogo em via pública.
A Polícia Civil divulgou o nome e a imagem da investigada para facilitar a identificação de outras possíveis vítimas que possam ter sido alvo de golpes semelhantes. Até o momento, a defesa da suspeita não havia se manifestado sobre o caso.




