Da redação
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa completa 30 anos em meio à presidência pro-tempore de Timor-Leste, país que tem reforçado a busca por oportunidades de cooperação econômica e desenvolvimento no espaço da lusofonia, segundo o embaixador Dionísio Babo Soares, representante junto às Nações Unidas.
De acordo com Babo Soares, a Comunidade já consolidou dimensões políticas e culturais, mas precisa “transformar afinidades históricas em oportunidades de desenvolvimento”. O diplomata destacou que as plataformas de negócios devem ser melhor estruturadas e ressaltou o potencial de países associados como Colômbia e membros como Angola, Brasil e Portugal, além da possibilidade de conexão entre a Comunidade, a Associação de Nações do Sudeste Asiático e a região do Indo-Pacífico.
O embaixador observou que, após a restauração da independência, Timor-Leste passou a integrar a organização e tornou o português língua oficial, promovendo esforços para disseminar o idioma no país e globalmente. Ele citou a recente parceria com uma universidade indonésia para ampliar o ensino do português como uma iniciativa relevante.
Desde sua fundação, a Comunidade tem sede em Lisboa e atua em setores como combate à pobreza, saúde e ação climática. Criada em 17 de julho de 1996 por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, a organização passou a contar com Timor-Leste em 2002 e com a Guiné Equatorial como membro pleno em 2014.




