Da redação
Israel compartilhou informações de inteligência com os Estados Unidos sobre supostos indícios de um novo plano do Irã para assassinar o presidente americano, Donald Trump, conforme reportou o The Wall Street Journal. Segundo fontes familiarizadas com o assunto, a embaixada de Israel em Washington não comentou o caso, e a Missão do Irã na Organização das Nações Unidas não respondeu aos pedidos de posicionamento.
O episódio ocorre em meio à retomada do conflito entre Washington e Teerã após ataques que romperam o cessar-fogo acordado entre os países. Conforme autoridades do Irã, ofensivas americanas a 90 instalações militares iranianas resultaram em ao menos 14 mortos e 78 feridos. O acordo de cessar-fogo, firmado no mês passado, foi considerado frágil por interlocutores e, com os novos ataques, aumentaram as incertezas sobre a estabilidade na região.
Donald Trump mencionou a existência de ameaças contra sua vida durante entrevista a jornalistas na Turquia, durante cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). “Eles querem eliminar o líder dos Estados Unidos: eu”, afirmou o presidente. Trump também disse que já se considera alvo de listas de inimigos e que, até o momento, contou com sorte.
O agravamento do conflito ocorre após a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em bombardeio de março, cuja cerimônia fúnebre contou com manifestações contra Trump. Nas últimas semanas, divergências entre Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, vieram à tona sobre a estratégia diante do Irã, com Netanyahu defendendo a intensificação dos ataques e Trump indicando preocupação com impactos à economia global, especialmente sobre a inflação dos combustíveis devido ao controle do Estreito de Ormuz pelo Irã.




