Da redação
O Ministério Público do Rio Grande do Sul solicitou à Interpol informações sobre um homem estrangeiro preso sob suspeita de ter matado o próprio filho de três anos, após admitir agressões à criança, conforme informou a Polícia Civil. O menino foi agredido na manhã de 5 de julho, levado ao hospital pelo pai e morreu três dias depois devido à gravidade dos ferimentos.
Segundo a subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Alessandra Moura Bastian da Cunha, também foram requisitadas informações a outros estados para apurar se há registros de agressões cometidas pelo pai em locais onde a família morou. Ocorrências já foram identificadas em dois estados. “Existem informações de que não foram só por dois estados que essa família passou, ela vem migrando à medida que existe um cerco às questões que vinham acontecendo [agressões], começam a aparecer esses abusos”, afirmou Cunha em entrevista à imprensa.
A Polícia Civil informou que o homem confessou ter agredido o filho com socos no tórax e abdômen, além de ter batido a cabeça da criança no chão, alegando que a reação ocorreu porque o menino não teria dado “bom dia” como esperava. Indícios de uso de objeto contundente nas agressões também foram identificados, conforme a procuradora. A mãe, por sua vez, foi presa preventivamente por suspeita de conivência e participação em atos de violência contra os filhos.
De acordo com nota da defesa da mãe, ela seria igualmente vítima, vivendo em situação de grave vulnerabilidade decorrente de violência doméstica sob múltiplos aspectos. O casal possui outros filhos menores de 18 anos, que foram encaminhados para um abrigo e seguem acompanhados pelo Conselho Tutelar.




