Da redação
O Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu, em segunda instância, o empresário Thiago Brennand da acusação de estupro contra a estudante de medicina Stefanie Cohen, caso pelo qual ele havia sido condenado a oito anos de prisão. Segundo a decisão, não houve comprovação suficiente do crime. Brennand segue preso por outros crimes de violência contra mulheres.
Advogados de Stefanie informaram que recorreram ao Superior Tribunal de Justiça para restabelecer a condenação. Em nota, Márcio Janjácomo, João Vinicius Manssur, Márcio Janjácomo Júnior e Marcelo Zovico alegam que a decisão não respeitou o protocolo de julgamento para crimes sexuais exigido pelo Conselho Nacional de Justiça e pela Lei Mariana Ferrer. “O recurso sustenta que o acórdão absolutório violou a legislação federal ao atribuir prevalência a provas digitais unilaterais e desprovidas de cadeia de custódia, em detrimento do conjunto probatório produzido sob o crivo do contraditório”, afirmaram.
Os advogados de Brennand argumentaram na Justiça que não havia provas de estupro e que Stefanie sabia das filmagens feitas. Com a absolvição, foi revogada a indenização por danos morais de R$ 200 mil à estudante. Em outra decisão de 2024, o Tribunal reverteu condenação contra Brennand em caso envolvendo uma massagista.
Em 2022, uma ginecologista relatou ter examinado Stefanie, indicando hematomas em braço e abdômen, além de lesões nas partes íntimas. Stefanie contou que conheceu Brennand durante comemoração em uma festa e que, após sair para jantar com ele, sentiu-se mal após ingerir duas caipirinhas, alegando ter sido dopada e violentada, mas só relatou os fatos posteriormente por temer exposição de gravações íntimas.




